11 comentários:
De Júlia a 18 de Novembro de 2008 às 11:32
O problema é que durante trinta anos o ME cedeu às exigências dos sindicatos que lutaram sempre pelo facilitismo, pelo não reconhecimento do mérito (todos iguais, todos tratados de igual modo). A gestao das escolas, também por influência dos sindicatos, acabou, em muitos casos por cair nas mãos dos mais incompetentes que de gestão sabiam muito pouco e que queriam sobretudo fugir de dar aulas. De democrática tinha muito pouco por que se limitava ao acto eleitoral.
Os que queriam inovar em benefício dos alunos eram olhados com desagrado e considerados parvos.
Assim se chegou a esta situação. Mesmo que a ministra estivesse a fazer tudo de maneira exemplar, acredito que o resultado seria o mesmo. O problema é que não existe uma cultura de avaliação mas, ironicamente, contestada pelos que diariamente avaliam os alunos. Se não sabem avaliar, como o puderam fazer durante estes anos todo?
Sinto um grande desgosto quando ouço os argumentos que são invocados para esta barafunda toda. Reconheço algumas das pessoas que aparecem em situação de liderança e fico ainda mais triste.
Cumprimentos
De A VER NAVIOS a 18 de Novembro de 2008 às 13:51
É um problema que se arrastou por tempo a mais e hoje, está de difícil solução.
Esperemos que o bom senso impere.
Obrigado pela visita.
J. Lopes
De daplanicie a 18 de Novembro de 2008 às 17:24
Entendo aquilo que diz mas por outro lado não posso estar de acordo porque há factores que não dependem de nós. Passo a explicar: Nos últimos 4 anos leccionei sempre um grupo de 4º ano, que sempre fizeram provas de aferição no final do ano. Nunca tiveram resultados abaixo dos 80%. Só para dar um exemplo mais concreto, do grupo do ano passado, tive 100% de sucesso em L.P e 8o % em Matemática. Mas, este ano, posso dizer-lhe já em Novembro que isso não vai acontecer. Eu sou a mesma, o meu trabalho é igual mas...os alunos são diferentes e a maioria tem grandes dificuldades que não consigo que ultrapassem. Desde o início do ano que ando a batalhar (por exemplo) os nomes comuns próprios e colectivos, que se aprendem no 2º Ano e que já o ano passado batalhei com eles todo o ano e ainda não consegui que soubessem do que falo (excepto 2). São daqueles que nem que eu lhes abrisse a cabeça com um machadinho , entende? E, pergunto eu, deverei ser penalizada por isso? Não me parece... :-)
De A VER NAVIOS a 18 de Novembro de 2008 às 17:44
Claro que não. Por favor, não é isso que eu quero. De maneira nenhuma. A professora fez o melhor que pode e soube.
Aí claramente, o problema é dos alunos. Mas permita-me a pergunta: o que se vai passar com esses alunos? Vão passar de ano, em nome das estatísticas, não é assim? Para o ano estarão numa outra turma, com novos colegas, prejudicando estes.
Não é solução. Se temos alunos burros, há que o assumir. Não dão para o estudo, darão para outra coisa. E até talvez sejam mais felizes. Mas, tanto quanto penso saber, não é essa a opinião do ministério. Burros, ou não, terão de ter o nono ano, mesmo que não saibam escrever o nome. A estatística assim o impõe.
Se estou enganado, peço desculpa.
Boa semana e obrigado pela sua visita.
J. Lopes
De Júlia a 19 de Novembro de 2008 às 09:13
É por isso que a avaliação não pode ser um processo normalizado. Há que atender às condições do contexto.
Já ouvi pedirem a avaliação externa. Será que assim seria melhor? Que as variáveis de contexto, possíveis de integrar numa avaliação interna, seriam consideradas pelos avaliadores?
De terrasgondomil a 18 de Novembro de 2008 às 20:18
Pois é isto é um grande problema e está difícil de resolver. Os professores dizem que querem ser avaliados mas não da maneira que a ministra quer... será assim? pois todos os trabalhadores são avaliados como o patrão quer... ainda hoje é assim e estamos em democracia, e claro os trabalhadores que trabalham em empresas privadas não fazem greve, porque senão já sabem a sorte que lhes espera, é assim quem quiser manter o emprego. Os professores até podem ter um pouco de razão, mas desculpem ,estão mal habituados.(tenho dois filhos que leccionaram durante um tempo) À que trabalhar. Cumprimentos
De A VER NAVIOS a 19 de Novembro de 2008 às 09:28
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Boa semana.

J. Lopes
De Tretoso_Mor a 18 de Novembro de 2008 às 23:31
Amigo J. Lopes,

O que me preocupa é que os professores deviam estar descansados a cumprir uma das tarefas, se´não a tarefa, mais importante para o futuro deste país, ensinar as crianças. E não estão!

Avaliações, em todo o lado existem e não me parece que os professores se oponham a elas, agora o processo tal ´como foi criado, é que não faz sentido nenhum!

Um abraço
De A VER NAVIOS a 19 de Novembro de 2008 às 09:27
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Boa semana,
J. Lopes
De Isabel Sanchez a 30 de Novembro de 2008 às 18:50
A Educação em Portugal está um autêntico caos.
Os professores vêm dar aulas completamente estafados e sem paciência para os alunos.
Os programas são péssimos, muito extensos, a matéria tem que ser dada a correr.
E então agora esta nova invenção da Ministra que foi a Avaliação dos Professores.. Nem há palavras para descrever.

É obvio que são necessárias as manifestações.
E greves, tudo isso. Para se ver se pelo menos o sector da educação melhora. Que assim não se vai longe.
De A VER NAVIOS a 30 de Novembro de 2008 às 19:36
Oxalá que efectivamente melhore, porque bem precisa.
Obrigado pela visita e pelo comentário.

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