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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

VIVÊNCIAS DISTINTAS

Nas minhas quase cinco décadas e meia de vida, já passei por vários locais do nosso País, contactando com novos hábitos, diferentes mentalidades e imensas formas de encarar o dia a dia.

Quase metade da minha existência foi passada na minha terra natal, a bela cidade de Tomar.

Ali tinha grande parte da minha família e, naquele tempo, como em todas as terras de província, toda a gente se conhecia.

No princípio da década de oitenta, fui colocado nas Caldas da Rainha, onde passei os (quase) 9 anos seguintes.

Tudo era novo para mim, novas gentes, novos colegas, novos vizinhos, gostos distintos.

Que estranhas algumas coisas me pareciam. Ficava muitas vezes espantado com a facilidade co que os meus filhos, então com 4 e 7 anos, se adaptavam sem quaisquer dificuldades.

Aprendi a gostar da cidade e das pessoas, ao ponto de hoje a visitar com frequência e reconhecer como muito felizes e gratificantes, os anos que ali passei.

Iniciada a década de 90, nova aventura e lá vim até à cidade de Aveiro, com toda a beleza da sua ria, vivendo primeiro no concelho de Ílhavo e depois, em definitivo em Aveiro.

Muita gente (boa e má) conheci ao longo destes anos.

Por vezes, dou comigo a pensar o que eu seria como pessoa, se me tivesse mantido a viver na minha cidade natal, perdendo a riqueza desta vivência tão diversificada.

Por outro lado, ao ver hoje vizinhos da minha rua, que aqui nasceram, aqui tem decorrido toda a sua vida e, concerteza daqui só sairão para a chamada última morada, penso da grande satisfação que resultará de assistirem "in-loco" à transformação da sua terra, mantendo o contacto com as suas origens, sentindo dessa forma raízes fortes, importantíssimas para uma luta pela sua defesa e desenvolvimento.

Eu, de uma forma, ou de outra, sou forasteiro, tanto como o seria se agora regressasse à minha terra natal.

Embora grato a todos os locais que tão bem me receberam, devo reconhecer que a integração nunca é fácil.

Qual será contudo a vivência mais rica?

Gostaria que quem vier a ler este post, caso o entenda, transmita a sua opinião sobre o tema.

Desde já, o meu obrigado.  

 

 

 

sinto-me: Português e curioso
publicado por A VER NAVIOS às 19:55
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10 comentários:
De Jorge Soares a 6 de Março de 2009 às 08:57
Aquando da minha ultima mudança de casa, escrevi um post sobre os sitios onde já morei.. que incluem 2 paises, 3 cidades e duas aldeias.. num total até agora de 13 ou 14 casas.. já nem sei bem....

É claro que todas estas mudanças deixam marcas, cada mudança é um novo recomeço.. novas pessoas, novos hábitos... e uma estranha sensação de não sermos de lugar nenhum... ou de sermos de muitos lugares.... depende do ponto de vista.

Somos o que já vivemos.. e sem duvida que quanto mais pessoas e lugares conhecemos, mais coisas guardamos.... ou de uma forma algo simplista... mais somos.

Bom fim de semana
Jorge
De A VER NAVIOS a 6 de Março de 2009 às 11:25
Obrigado pela visita.
Pelos vistos está a ganhar-me a uma longa distância.
Vejo também que partilha muitos dos meus sentimentos sobre este assunto.
Agradeço o comentário e deseja bom fim de semana,
J. Lopes
De Eu,Luzinha a 7 de Março de 2009 às 14:00
boa tarde

Pela profissão do meu pai, desde muito novinha que me via obrigada a mudar de cidade sempre que o emprego dele o exigia. Mais tarde a ainda com o bichinho da mudança dentro de mim arrisquei a mudar algumas vezes de casa e de cidade. Gosto da sensação de descoberta, de inicio, de refresh, de poder dizer já vivi aqui e acolá, já conheci as gentes daqui e dali.
Contrariamente já senti necessidade de poder ir a um sitio e dizer, "eu sou daqui", nessa altura fui à terra onde nasci e onde podia dize-lo sem o receio de que me perguntassem, mas nasceste aqui?, no entanto e porque saí de lá com apenas dois anos essa expressão deixou de fazer sentido. A terra que me via nascer não me formou, não conheço as gentes, os hábitos, os sons. Decidi então que vou ser como o sem abrigo, têm a sua "casa" onde se deitar e não é mais rico nem mais pobre por isso.
Bolas que grande testamento, esta é a minha forma de ver a "mobilidade" das nossas vidas.
Beijocas e obrigada pelo post, fez-me pensar em muita coisa.
De A VER NAVIOS a 7 de Março de 2009 às 21:58
Obrigdo.
É mais uma opinião que se conjuga com a minha.
Bom fim de semaa,
J. Lopes
De daplanicie a 10 de Março de 2009 às 13:18
Devido àprofissão do meu marido também eu já udei inúmeras vezes de casa e de localidade. Os meus sentimentos a ess respeito são um pouco ambìguos. Se por um lado enriquecemos com o contacto diversificado de culturas e gentes, por outro nunca pude deixar de me sentir um pouco desenraizada em todo o sítio.
Cumprimentos
De A VER NAVIOS a 10 de Março de 2009 às 13:34
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Vejo que a sua opinião coincide com a minha.
Há um constante bem e mal estar, difícil de definir.
Boa semana,
J. Lopes
De Tretoso_Mor a 10 de Março de 2009 às 14:22
J. Lopes,

Pois eu sou muito sedentário...

Saí muito novo do meu Alentejo, Portalegre, mas nunca deixei de lá ir. No primeiro dia de férias da escola, apanhava a camionete e zarpava até casa dos meus avós. Mantenho muitos amgos por lá e posso continuar a falar da minha Terra, com o mesmo sentido de propriedade e maternidade.

Vivo na mesma casa, há 17 anos, numa vila de província a 40 Km de Lisboa. Gosto de lá viver, não sei por quanto tempo lá continuarei, sei que me sinto bem com essa raiz que ali criei.

Um gandabraço
De A VER NAVIOS a 10 de Março de 2009 às 19:58
Ainda bem, caro amigo, fico satisfeito por isso.
É sempre bom sentirmo-nos em casa.
Um abraço,
J. Lopes
De dolce_vita a 12 de Março de 2009 às 00:05
Amigo,como já devo ter dito,sou aveirense,da Freguesia da Glória,nem de Freguesia mudei desde que nasci,no velhinho hospital...
todas as vivências e esperiências enriquecem o homem,pela capacidade de adaptação que nos é inerente.Pela pessoa que o amigo nos dá a conhecer ,não me engano se disser que todas as vivência o fizeram ser mais, um homem do mundo,aberto ao mundo.Édessa forma que eu encaro as mudanças na nossa vida sejam em que aspecto for.
Acredito que em qualquer idade,altura da vida ,até mudar de cidade é uma aventura que nos pode trazer coisas surpreendentes.
Um abraço e agradecimento por ter adoptado esta cidade como sua.
RS
De A VER NAVIOS a 12 de Março de 2009 às 20:53
Obigado pela visita.
Creia que é para mim um prazer e uma honra viver nesta cidade.
Eu é que tenho de agradecer por esta cidade me dar a oportunidade de aqui ganhar a minha vida.
Bom fim de semana,
J. Lopes

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